Duane Faw – Homenagem A Um Homem Que Serviu A Revelação

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Saskia Praamsma
Duane Faw
Duane Faw
Paramony
Paramony

Por: Saskia Praamsma

Nota da directora: No número do Mighty Messenger de 26 de Março, Duane Faw, um leitor veterano do Livro de Urântia, foi homenagiado pela sua contribuição ao movimento Urântia. Duane e a sua esposa Lucile tiveram uma valiosa história de estudo do Livro de Urântia. Duane foi um membro activo da Fellowship. Fez uma carreira militar e retirou-se do corpo da marinha como General Brigadeiro, converteu-se em catedrático de direito e foi o autor do The Paramony e outro livro intitulado Religion Ought to Make Sense (Religião tem de ter sentido)

Duane foi homenageado também por Saskia Praamsma ao incluir no seu livro How I Found The Urantia Book and How it Changed My Life (Como encontrei O Livro de Urântia e como ele mudou a minha vida).

Saskia escreveu isto sobre a história de Duane a respeito de como encontrou O Livro de Urântia: Esta é uma das muitas histórias que recolhi para render homenagem àqueles que descobriram O Livro de Urântia nos primeiros anos.

Havia uma série de coisas que me inspiraram a recompilar as histórias e a publicar o How I Found The Urântia Book.

Primeiro, tinha estado fora do movimento durante um tempo e quando voltei, em 1977, surpreendeu-me descobrir que os leitores estavam a tomar partido uns contra os outros. Já então, eu sabia que no fundo, todos somos irmãos e que por baixo desta pele somos muito parecidos, e que juntos encontramos o mesmo pote de ouro no final do arco-íris, e eu queria encontrar uma forma de sublinhar isso.

Por volta da mesma altura, Norman Ingram estava a planear a sua missão em África para colocar O Livro de Urântia de norte a sul e precisava dinheiro. Pensei que seria uma grande ideia recompilar historias de todos e publicá-las num livro que poderia vender para financiar esta viagem. Essa primeira missão teve uns 8.000$ de lucro e todos os centavos foram para Norman.

Também por volta da mesma época Gabriel Sedona aparecia em la Dateline NBC. Pensei que poderíamos usar um livro que, mesmo sendo Gabriel e o seu grupo estudantes do Livro de Urântia, não eram de forma alguma os lideres nem o único grupo que o fazia.

Quando Polly Freedman partilhou comigo as perto de 20 histórias que a nossa querida amiga Julia Fenderson tinha reunido, isto me inspirou a construir sobre elas (especialmente com a internet e as novas tecnologias, que fizeram muito mais fácil a recompilação)

E finalmente, mas não menos importante, pensei que seria divertido ler as histórias de outras pessoas.

Tenho o prazer de apresentar a historia de Duane sobre como ele encontrou O Livro de Urântia.

*****

Em Agosto de 1965 estava eu a voar de Portland para Dallas com escala em Denver. Quando nos aproximávamos de Denver, a mulher que se sentou ao meu lado perguntou-me a respeito do livro que eu estava a ler.

Eu respondi-lhe que o estudo das religiões era para mim um passatempo. Conversamos brevemente sobre a reencarnação e a vida depois da morte.

Perguntou-me se eu tinha ouvido falar sobre um planeta chamado Urântia. Eu disse-lhe que não. Então disse-me que pertencia a um grupo que acreditava que vivíamos num planeta chamado Urântia, e que quando morrêssemos simplesmente iríamos para um outro planeta por mais algum tempo, e depois outro, e outro etc... Disse-me que sabia exactamente para onde iria depois de morrer. Tinha conseguido essa informação de um livro chamado Livro de Urântia e disse que não saberia tudo o que há para saber sobre religião sem que tivesse encontrado (e lido) O Livro de Urântia.

No aeroporto de Denver, estava eu à espera do meu voo de ligação na zona de embarque quando senti um toque no ombro. Era a mulher do avião. Estavam com ela um homem e duas mulheres aos quais me queria apresentar. Disse-lhes: “este é o senhor que lhes falei ter conhecido no avião. Quer ler O Livro de Urântia”. O homem disse que se estivesse realmente interessado em descobrir o papel do Homem no universo e a sua relação com Deus, eu deveria ler O Livro de Urântia.

Reuni-me com a minha esposa Lucile em Dallas, e estivemos uns dias com a sua irmã antes de voar para a nossa casa em Arlington (Virginia)

Um dia que estava sozinho enquanto elas tinham ido às compras, decidi ir procurar um exemplar do Livro de Urântia. Procurei nas páginas amarelas e telefonei a todas as livrarias de livros novos e usados do guia de Dallas. Cada conversa ao telefone era mais, ou menos, assim:

“tem algum exemplar do Livro de Urântia?”

“De quê?

“O Livro de Urântia”

“Como se soletra?”

“Não sei, EUR, UR? Foneticamente é Urântia”

“Quem o escreveu?”

“Não sei”

“Quem o publicou?”

“Não sei”

“Sinto muito mas não dispomos de informação suficiente para pedi-lo”

De volta a casa em Virgínia, liguei a todas as livrarias de Washighton DC e à sua área metropolitana obtendo o mesmo resultado. Fui à Biblioteca do Congresso e procurei em Religião (confundi­me, pois verifiquei mais tarde que estava na secção de ocultismo). Encontrar O Livro de Urântia transformou-se para mim numa obsessão. Perguntei por ele em todos os lugares onde havia uma livraria.

No Outono de 1971 retirei-me da minha carreira militar e mudamo­nos para a Califórnia, onde ensinei Direito. Ali continuei com a minha procura pelo livro. Num dia, no princípio de 1972, procurava uma parte em concreto de uma base para uma lâmpada nada comum. Tinha uma lista de seis lojas. Não a encontrei nas cinco primeiras que visitei, mas ao sair da quinta loja vi uma livraria de livros usados. Como já era o meu costume, fui perguntar de tinham um exemplar do Livro de Urântia.

Um homem numa escada disse: “Que tenho o quê?”

“Esqueça”, respondi-lhe.

“Hei, espere um momento” disse

o homem. “Não disse que não tinha um. Trabalho nesta livraria há muitos anos e ninguém nunca me perguntou pelo Livro de Urântia. Até ontem eu nunca tinha ouvido falar dele. Consegui-o numa venda de livros estadual e ontem à noite estava a classificá-los. O único livro de interesse para mim foi O Livro de UrÂntia. Coloquei-o na minha mesa para lê-lo, mas se o quiser comprar pode fazê-lo”.

Dei-lhe 10$ pelo livro.

Quando cheguei a casa e olhei os títulos e os autores dos documentos, fiquei aborrecido. Tinha estado à procura todo este tempo por aquilo que afinal era um livro sobre ocultismo; a mim não me interessava o oculto e deitei o livro aberto de boca para baixo dentro de um caixote do lixo.

O meu passado era cristão e centrado na Bíblia. O meu avô era um activo presbiteriano que finalmente foi eleito para o cargo mais alto da igreja, o moderador da Assembleia Geral. O meu pai, ordenado na mesma denominação, organizava igrejas. Todos queriam que me convertesse em activo, mas eu não sentia esse chamado. Eu sempre gostei da Bíblia e sempre que íamos à igreja eu organizava as classes bíblicas. Não estava preparado para livros sobre ocultismo. Nos dias seguintes esqueci-me por completo do Livro de Urântia. A minha mente não tinha intenção de lê-lo (nem mesmo curiosidade).

Cerca de uma semana depois antes de dormir, procurei pelo livrinho dos Readers Digest em minha mesa-de-cabeceira e descobri que não estava ali.

Lucile disse-me que não sabia. Nesse momento recebi uma impressão muito forte na mente. Não ouvi vozes nem vi nada escrito, mas a intensidade dessa impressão assustou-me. Era esta: “Se esse livro que encontraste tivesse sido escrito por Paulo Coelho, tu o terias lido. Nunca julgues um livro pelos seus autores”. Se por um acaso não o tinham levado para o lixo, saí da cama, fui à minha mesa de trabalho e olhei o cesto de papéis. No fundo, de boca para baixo e bastante revirado, encontrei O Livro de Urântia.

Ao voltar para a cama abri o livro no princípio. Continuei a fazer má cara ao olhar todos aqueles autores estranhos. Reparei, no entanto, que a última parte era sobre a vida de Jesus. Agora que já tinha lido coisas realmente disparatadas sobre Jesus, sem corromper o meu pensamento, decidi começar por aí. O que encontrei me fascinou por completo. Em vez de me dar o sono, mantive-me desperto. Às 02h30 Lucile disse: “Apaga a luz! Preciso dormir”.

Nos documentos sobre Jesus encontrei o Jesus mais belo, amoroso e encantador que havia conhecido jamais. Mesmo assim, tinha de ler as três primeiras partes do livro para compreender a parte IV. Depois de as ler, aprendi quem é Deus, quem sou eu, o que Deus quer de mim, o meu destino final e muito, muito mais. Entretanto O Livro de Urântia nunca tomou o lugar da Bíblia na minha consideração. Admiro a Bíblia muito mais agora que nunca, pois sei bem melhor o que é e o que não é.

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